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Linguagem: quando é preciso consultar um fonoaudiólogo?

Especialistas explicam quais sinais indicam atrasos na fala A maior parte das crianças começa a falar por volta dos 12 meses....

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Por que uma criança pode apresentar um "atraso na fala"?


São vários fatores que podem interferir no desenvolvimento da fala de uma criança. A seguir descrevo rapidamente, os principais (são muitos!).

1. Dificuldade Auditiva: a audição é muito importante para o desenvolvimento da fala. Procure o Pediatra ou o Otorrino para que eles possam avaliar a audição. Exames também são indicados para testar a audição da criança. Podemos não perceber uma perda auditiva leve.

2. Falta de estímulos adequados: uma criança precisa de estímulos adequados. Saber conversar com uma criança, apresentar o mundo a ela, nomear os objetos, os brinquedos, cantar, ler histórias, brincar no parque, brincar de faz-de-conta, são formas de estimulação. Falar demais também não ajuda! Tem pais que por não saberem ou não perceberem, falam demais e aí a criança fica sem espaço para se comunicar. Os fonoaudiólogos poderão ajudar os pais (simplesmente, orientar que “precisa estimular mais”, pode não ser suficiente).

3. Excesso de Ipad, joguinhos no celular, muita TV...isso também pode prejudicar o desenvolvimento da fala. Precisamos criar e sempre valorizar os momentos de comunicação. Hoje, a vida corrida, atrapalha muito os momentos em família. Criança precisa de paciência, de modelos, de disposição (brincar com uma criança, dá trabalho!!). Fiquem atentos a rotina da criança!

4. Pouca brincadeira também pode prejudicar! Brincar de faz-de-conta, dar comida para o bebê, com os animais, com lápis, papel, com meios de transporte, com fantoches, com panelinhas, com sucatas (embalagens vazias podem virar panelinhas, microfones, etc).

5. Dificuldades cognitivas: criança com déficit cognitivo também terá dificuldade no desenvolvimento da fala. Seu filho aprende o que você ensina? consegue prestar atenção? Tem concentração? Compreende bem? Consegue dar função para os objetos e brinquedos? Como está o desenvolvimento global dele? Demorou para sentar? Para andar? É uma criança mais lenta?

6. Síndromes Genéticas: as crianças podem nascer com alterações genéticas e várias síndromes causam atraso na fala e na linguagem. Converse com o médico e ele saberá se há necessidade de algum exame específico.

7. Epilepsia: crianças com Epilepsia poderão ter atraso na fala. Crianças com Paralisia Cerebral, também poderão ter atraso na fala.

8. Dificuldades na motricidade oral: crianças que respiram mal, que tem adenóides aumentadas, por exemplo, podem respirar muito tempo pela boca e isso prejudicar toda a musculatura dos órgãos fonoarticulatórios e isso afetar o desenvolvimento da fala.

9. 
Alimentação: criança que come mal, tudo amassado, pastoso, muito biscoito que derrete na boca sem precisar mastigar, ou usa mamadeira com bico aumentado ou por muito tempo, que não sabe mastigar também poderá ter dificuldades para aprender os sons da fala.

10. Autismo: crianças com Autismo terão dificuldades na fala, na linguagem. O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação verbal e não-verbal (por ex. podem não usar gestos); afeta a interação e a socialização (preferem ficar sozinhos, não procuram outras pessoas, são indiferentes), apresentam comportamentos repetitivos, tem dificuldade de fazer e manter o contato visual; podem ser agitados, etc.
11. Mutismo Seletivo: é um transtorno psicológico (diagnóstico feito por Neuro ou Psiquiatra Infantil), caracterizado pela recusa em falar em determinadas situações, mas que a criança consegue falar em outras (por exemplo, só fala com a mãe ou com o pai mas, vai para a escola e não fala com ninguém). São crianças tímidas, introvertidas, e ansiosas.

12. 
D.E.L : Distúrbio Específico de Linguagem: como a própria terminologia indica, é uma dificuldade específica para desenvolver a linguagem (são crianças inteligentes, sem problemas motores, sem problemas auditivos ou emocionais, sem outros transtornos do desenvolvimento, mas que não conseguem desenvolver a linguagem adequadamente). Crianças com DEL tem dificuldade para aprender os sons, para aprender palavras, para estruturar frases, para se engajar em uma situação de comunicação, etc. Geralmente, são crianças que já fizeram muitos exames e não foram encontradas alterações. São “aparentemente normais” mas a fala e a linguagem, são ruins. Cuidado profissionais com a orientação: “ah está tudo normal, ele entende tudo, então com o tempo a fala virá!”

13. Apraxia de Fala: distúrbio motor que afeta o planejamento, a programação e a execução dos movimentos da boca, da língua, dos lábios, da mandíbula, etc, para falar. A criança quer falar, mas não sabe como fazer. Geralmente, são desajeitadas motoramente. Elas podem não falar ou conseguir falar poucos sons, (alguns podem falar apenas as vogais, por ex).

Queridos Pais, como vocês puderam ler, quando uma criança não fala ou a fala é pouca desenvolvida, é importante investigar e analisar muitos aspectos. É importante analisar o desenvolvimento global, a capacidade de aprender, de imitar, de brincar, de interagir, de se socializar, etc. Cada criança é única, e a avaliação deve levantar as dificuldades e facilidades, para que a terapia seja adequadamente planejada. Muitas vezes, é preciso atender a criança um tempo (terapia diagnóstica) para conseguir analisar com cuidado e precisão. Para falar, precisamos do funcionamento adequado de várias áreas e é por isso, que às vezes, os pais são orientados a passar por vários especialistas. Também não dá para nomear tudo como “atraso na fala”. Investigar e intervir especificamente é essencial para que a criança tenha ganhos. Procure Fonoaudiólogos que tenham experiência com crianças pequenas e que entendam de intervenção precoce. 

Texto elaborado por: Dra. Elisabete Giusti, Fonoaudióloga Infantil.
www.atrasonafala.com.br.
Fonte: Dra. Elisabete Giusti

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A saúde auditiva é a questão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10% da população mundial têm perda auditiva. No Brasil, estes estudos não são muito precisos, mas calcula-se que 15 milhões de pessoas sofram com algum grau de surdez.


De acordo com a fonoaudióloga, especialista em Audiologia e mestre em Ambiente e Desenvolvimento, Sandra R. Weber, as principais causas de perda auditiva estão relacionadas à exposição ao ruído, às doenças metabólicas (principalmente diabetes) e ao envelhecimento. Também podem ser citados os problemas infecciosos (otites), as doenças virais, infecto-contagiosas, o uso de medicação ototóxica (que afeta o sistema auditivo). Alguns problemas são tratados com medicação, outros com cirurgia, mas a maioria dos problemas auditivos deverá ser reabilitada com a adaptação de aparelhos auditivos, esclarece.
Sandra chama atenção para as novas tecnologias (iPod, mp3, mp4) e os hábitos sonoros das crianças e adolescentes, que colocam em risco a saúde de forma geral e a saúde auditiva de forma particular. Por isso orienta que o mais indicado é menos volume e menos tempo de exposição, porque o organismo humano não suporta os excessos praticados.
Orientações para preservar saúde auditiva
Controlar a intensidade do ruído e o tempo de exposição não são as únicas medidas para evitar danos à saúde auditiva.
Na infância, deve-se investigar a criança que respira pela boca, ronca, dorme mal, que apresenta infecção das vias aéreas superiores com frequência. Não amamentar o bebê deitado (o leite pode escorrer para o ouvido e provocar otites).
Não introduzir qualquer corpo estranho no canal do ouvido, higienizar com cuidado, após o banho, muito superficialmente.
Seguir a prescrição para o uso de qualquer medicação corretamente, não usar remédios por conta, aderir às campanhas de vacinação, alimentar-se de forma adequada e equilibrada (cuidado com abuso de açúcar e gordura; muitas vezes zumbido, sensação de ouvido fechado ou tontura anunciam um problema metabólico).
Uma vez percebido algum sintoma auditivo, deve-se procurar o profissional de saúde auditiva, o mais precocemente possível.
Por Sandra R. Weber

Fonte: Jornal o Alto Taquari

Os prejuízos causados pela perda auditiva

Problemas de audição são comuns atualmente. Estima-se que 10% da população apresenta algum grau de perda auditiva, percentual ainda maior se considerarmos somente a terceira idade. “A surdez pode impactar dramaticamente o desenvolvimento de uma criança, assim como comprometer a qualidade de vida de um adulto ou idoso, dependendo do tipo e do grau da perda e do tempo que o indivíduo está privado de estímulo sonoro adequado”, alerta a fonoaudióloga Sandra Weber.
Ela explica que a audição é um sistema complexo que não se define unicamente pela habilidade de ouvir sons, mas também pela habilidade de reconhecer, entender, localizar e memorizar diferentes estímulos sonoros. O processamento do som ocorre na orelha (externa, média e interna), no nervo auditivo e nas células especializadas (neurônios) do sistema nervoso: “O sistema auditivo também interage com outros sistemas como o límbico (das emoções) e somático (das sensações e dores do corpo). Podemos ‘ouvir’ uma música, lembrar de um acontecimento e chorar, por exemplo. Ou então, ‘ouvir’ uma ofensa e sentir um ‘aperto’ no estômago.”
A perda de audição, considerando a complexidade do sistema auditivo e a interação com outros sistemas, pode produzir inúmeros prejuízos: dificuldade de ouvir sons de alerta (buzinas, sirenes, etc) e consequente risco de acidente; dificuldade de ouvir a fala; dificuldade de entender a fala, especialmente no barulho; dificuldade para entender no telefone; desatenção; dificuldade de aprendizagem; baixa autoestima; insegurança; isolamento, podendo provocar ou agravar quadros depressivos; irritação; alterações de humor; cansaço excessivo e dor de cabeça, devido ao esforço para entender os outros; perda gradual de memória; dentre outros.
A perda auditiva também pode estar associada a zumbidos e/ou tontura, agravando ainda mais o incômodo. A família, os colegas de trabalho e as demais pessoas que convivem com o indivíduo portador de perda auditiva também sofrem os efeitos da dificuldade de comunicação.
De acordo com Sandra, a maioria dos casos de perda auditiva pode ser reabilitada com o uso de aparelhos auditivos. Porém, a adaptação de aparelhos auditivos é um processo terapêutico, que deve ser orientado e acompanhado por profissional habilitado (fonoaudiólogo), com conhecimento e experiência na área. “A inadequação do aparelho e dos ajustes e a falta de acompanhamento justificam muitos casos de insucesso. Por outro lado, o tempo é um grande inimigo. Quanto mais a idade avança e o sistema fica privado de receber adequadamente os sons, tanto mais aumentam os prejuízos”, conclui.
Por Sandra Weber

Fonte: AT Cotidiano

Afasia: definição, diagnóstico e tratamento

A afasia é um distúrbio da linguagem que afeta a produção ou a compreensão da fala e da habilidade de ler ou escrever.  A Afasia é resultado de uma lesão no cérebro, mais comumente resultado de um acidente vascular cerebral, mas também pode ocorrer em decorrência de traumatismo craniano, tumores cerebrais ou de infecções.
A afasia pode ser tão grave a ponto de comprometer a comunicação, tornando-a impossível, ou pode ser muito leve. Pode afetar um único aspecto: como a habilidade para recuperar os nomes dos objetos, a habilidade de juntar as palavras em frases ou a habilidade de ler. No entanto, o mais comum é que vários aspectos da comunicação sejam prejudicados.
Tendo em vista que o comprometimento da linguagem pode ocorrer de formas distintas, a Afasia pode ser:
Afasia global
Esta é a forma mais grave de Afasia. Os pacientes podem produzir algumas palavras reconhecíveis e não entender nada ou muito pouco do que lhe é dito. Pessoas com Afasia Global, geralmente, tem toda a linguagem comprometida: não conseguem ler ou escrever, a compreensão do que as pessoas dizem e a fala estão seriamente comprometidas.
Afasia de Broca (também chamada de Afasia não fluente ou Afasia Motora)
Nesta forma de Afasia existe dificuldade em falar, porém a compreensão da linguagem encontra-se preservada. As pessoas com Afasia de Broca conseguem ler, mas a escrita está comprometida. A produção da fala nesse tipo de Afasia está severamente reduzida e é limitada principalmente a declarações curtas de menos de quatro palavras.
Afasia de Wernicke (ou Afasia fluente)
Na Afasia de Wernicke a capacidade de compreender o significado das palavras faladas está prejudicada, mas existe facilidade de produção de fala (mesmo que esta faça pouco sentido). Muitas vezes, a leitura e a escrita estão severamente prejudicadas.
Afasia Anômica 
Existe também a Afasia Anômica, uma incapacidade persistente de  nomear de forma correta objetos, pessoas, locais ou acontecimentos. Quem tem esse tipo de Afasia entende e fala bem, e na maioria dos casos, lê adequadamente. A dificuldade consiste em encontrar palavras, e é tão evidente na escrita como na fala.
Além das formas anteriores de comprometimento da linguagem, há muitas outras combinações possíveis de déficites que não se enquadram exatamente nas categorias citadas. Assim, você pode encontrar outros tipos de Afasia.
Alguns dos componentes de uma complexa síndrome de Afasia também podem ocorrer isoladamente, como nos transtornos que afetam a leitura e a escrita (alexia e agrafia).
Quanto ao diagnóstico:
O diagnóstico da Afasia começa pela avaliação sensorial, uma vez que a deficiência auditiva pode interferir no processo de comunicação. No que diz respeito a Afasia, o diagnóstico pressupõe avaliação da capacidade de compreensão e de expressão do paciente.
O tratamento:
O tratamento da Afasia é realizado por uma equipe que conta com um profissional de Fonoaudiologia que estimulará as capacidades da linguagem oral e escrita através de exercícios. Outros profissionais, como o psicólogo e o  terapeuta ocupacional podem fazer parte do processo de reabilitação do paciente com Afasia.
O terapeuta ocupacional pode ajudar na prescrição e treino de Tecnologias Assistivas para Afasia.
O médico neurologista que acompanha o paciente pode fazer uso de medicações que ajudarão no processo de reabilitação da linguagem nos casos de Afasia.
Dicas!!!
Enquanto a linguagem não é restabelecida, o paciente com Afasia pode fazer uso de estratégias para se comunicar de maneira eficaz. Desenhos, gestos ou escrita podem ajudar na comunicação. O mais importante é que a pessoa com Afasia não desista de se comunicar!
Uma dica importante é deixar que a pessoa tenha o tempo que precisar para se comunicar, não deve-se ter pressa, o importante é que haja comunicação.
É importante que a pessoa com Afasia:
  • Procure ajuda. Nunca é tarde demais para se beneficiar da terapia fonoaudiológica.
  • Procure colegas que entendem a Afasia e que podem prestar apoio e informações.
  • Participe de um grupo de pessoas que enfrentam a mesma dificuldade.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Quando a criança range os dentes


Ainda não se sabe exatamente por que algumas crianças rangem os dentes, mas os especialistas costumam associar o hábito a alguns fatores, como tensão ou estresse, dor (de ouvido ou pelo nascimento dos dentes, por exemplo) e problemas de oclusão (quando os dentes não se "encaixam" direito).

Há quem diga que questões respiratórias -- ligadas a alguma alergia ou nariz entupido -- podem influenciar, e até a presença de parasitas, como lombrigas. 

Mas não há nenhuma prova científica de que haja relação entre esses fatores e o ranger de dentes.

Antes de se assustar, porém, saiba que muitas vezes a origem do barulho é bem mais inofensiva: a criança está apenas se acostumando à presença dos dentes na boca.

Estudos mostram que a tendência a ranger os dentes (também chamada de bruxismo) é maior se os pais também fazem a mesma coisa. 

E a criança tem mais chance de ranger os dentes se costuma falar dormindo ou babar.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Dentistry for Children, cerca de 38 por cento das crianças rangem os dentes. 

Em média, o hábito aparece aos 3 anos e meio, e permanece até os 6, embora gente de todas as idades ranja os dentes. Quase sempre, o ranger de dentes acontece durante a noite.

Ranger os dentes é prejudicial?

Na maioria dos casos, não. É muito pouco provável que seu filho consiga prejudicar os dentes fazendo isso, e é grande a chance de ele abandonar logo o hábito.

Mas vale a pena mencionar o caso para o dentista, para que ele examine bem os dentes para ver se eles não estão se desgastando pelo atrito.


Há algo que eu possa fazer para acabar com o ranger de dentes?

Apesar de o barulho ser muito estranho, o melhor a fazer é esperar essa fase passar. Em todo caso, vale a pena investir num ritual bem tranquilo para a hora de dormir.

Caso seu filho esteja com dor de ouvido ou com os dentes nascendo, você pode dar a ele a dose correta de analgésico, conforme prescrita pelo médico, para aliviar o desconforto.

Lembre-se de que nunca se deve dar aspirina a crianças.

Para crianças mais velhas, o dentista pode recomendar uma placa feita sob medida, uma espécie de aparelho, que protege os dentes. Mas essa alternativa só é utilizada quando a criança já tem alguns dentes permanentes, a partir dos 6 anos.

Fonte: Baby Center

Escrito para o BabyCenter Brasil

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