Existem vários tipos de demência, em que há
decréscimo das capacidades de funcionalidade, comprometimento das funções
cognitivas – atenção, percepção, memória, raciocínio, pensamento, linguagem
etc. – e da capacidade físico-espacial.
O Mal ou Doença de Alzheimer é a principal causa
de demência que causa problemas de memória, pensamento e comportamento. A
doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência no mundo.
O Alzheimer é degenerativo, mais comum após os 65
anos de idade e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. A
médica Sonia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do
Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, explica que há um acúmulo
anômalo de algumas proteínas no tecido cerebral que provoca a morte dos
neurônios.
“Até agora se acredita que isso seja
multifatorial, causado por componente genético, fatores externos (baixa
escolaridade, por exemplo), alterações vasculares (hipertensão, diabetes etc.),
traumatismos cranianos com perda de consciência, alterações nutricionais e
depressão”, enumera. Outros problemas podem causar demências, por exemplo,
deficit de vitaminas, doenças da tireoide, alterações renais, portanto doenças
que podem ser evitadas.
Atualmente, não existe medicação disponível para
evitar esse acúmulo de proteínas, mas há medicamentos que retardam a progressão
do Alzheimer. Algumas medicações, fornecidas gratuitamente pelo Sistema Único
de Saúde (SUS), aumentam uma substância no cérebro que, em menor quantidade,
traz alterações na memória.
Os sintomas geralmente são desenvolvidos
lentamente e pioram com o tempo. Alguns pacientes conseguem ter uma redução
progressiva da doença, mas outros não conseguem voltar à normalidade. Em casos
mais graves, o paciente pode ter apatia, depressão, alucinação e pensamentos
delirantes.
O médico neurologista Fábio Henrique de Gobbi
Porto diz que o principal sintoma é a dificuldade de aprender coisas novas. O
idoso não consegue se lembrar de fatos recentes como, por exemplo, o dia da
semana. Tem também dificuldade para fazer contas.
Segundo ele, na fase inicial, o paciente pode ser
lembrado de informações importantes e ter o suporte da família. Na fase
moderada, tem uma dependência maior da família e, às vezes, existe mudança do
comportamento. Na fase mais grave, tem dificuldade para realizar funções
básicas, como urinar, dificuldade para engolir e até agressividade. A fase mais
grave dura, em média, oito anos.
A família precisa ficar atenta a qualquer
decréscimo de qualquer capacidade da pessoa, seja memória, dificuldade de
realizar tarefas complexas, nomear coisas, problemas de linguagem. “Nem sempre
começa com problemas de memória”, alerta Brucki.
Ainda não existe cura para o Mal de Alzheimer,
mas alguns estudos testam medicações que poderiam estacionar a doença. De
acordo com o neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto, já foi provado
cientificamente que a escolaridade, principalmente na fase mais básica, é um
fator protetor contra o Alzheimer.
Além disso, a prática de exercícios físicos e uma
dieta saudável previnem a doença. “Algumas teorias dizem que a atividade física
aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro, aumenta a lavagem (retirada) da proteína
do Alzheimer que se acumula no cérebro, além de melhorar o humor e a saúde em
geral”, explica.
Fontes:
Ministério da Saúde
Associação do Alzheimer
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