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Linguagem: quando é preciso consultar um fonoaudiólogo?

Especialistas explicam quais sinais indicam atrasos na fala A maior parte das crianças começa a falar por volta dos 12 meses....

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mamadeira e chupeta podem trazer prejuízos à saúde



É comum as mães darem chupeta ao bebê quando ele chora, seja por sono, fome, desconforto e por aí vai. Entretanto, este hábito aparentemente inofensivo pode ser altamente prejudicial à saúde do seu filho. O livro Mamadeira e chupeta - esclareça todas as suas dúvidas dá dicas preciosas sobre os males causados por estes objetos. "A boca é uma das formas de o bebê ter contato com o mundo. Se a mãe dá a chupeta quando o bebê chora, ele aprende a receber gratificação e prazer pela boca", afirma Rosana Cristina Boni, fonoaudióloga e autora do livro. E desta maneira, explica a especialista, quando adulta a pessoa pode ser propensa a roer unhas e fumar, por exemplo. Há outras conseqüências do uso da chupeta. A mais freqüente é a mordida aberta anterior, ou seja, quando a criança não tem as arcadas dentárias alinhadas na região da frente. Mas, o aspecto psicológico também pode ser afetado. "Por criarem dependência em relação ao hábito da chupeta, as crianças se tornam mais dependentes em relação aos pais", diz a fonoaudióloga.


Além disso, pode ser prejudicada a musculatura orofacial, a deglutição, a fala e a respiração. No entanto, Rosana recomenda a utilização somente em um caso. "Apenas os bebês que possuem reflexo de sucção acentuado, que é quando o bebê termina de mamar mas continua sugando", explica a especialista.


E em relação à mamadeira, a dica é evitar o uso. "As crianças devem mamar exclusivamente no peito até os seis meses e a partir daí já podem usar o copo", afirma a autora. Mas, se a mãe não tiver como amamentar, recomenda-se utilizar um bico fisiológico ou ortodôntico, porque ele tem uma face achatada que acomoda melhor a língua da criança, além de o furo estar voltado à região superior da cavidade oral.


Portanto, o ideal é evitar criar estes vícios nas crianças, pois certamente haverá conseqüências à saúde e bem-estar, seja a longo ou curto prazo.


Autoras: Rosana Cristina Boni e Viviane Veroni Degan Editora Manole

A Fonoaudiologia na saúde pública


A Fonoaudiologia inserida aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf)

A Fonoaudiologia em breve estará conquistando seu espaço na saúde pública. Tal benefício será conquistado em breve pela população, visto que em 24 de janeiro desse ano foi aprovada através da Portaria 154 do Ministério da Saúde, que autoriza a implementação do Nasf (Núcleos de Apoio à Saúde da Família).


Um dos principais objetivos dessa portaria é a formação de equipes constituídas por profissionais de diversas áreas do conhecimento que irão atuar juntamente com os demais profissionais, que já fazem parte dos programas desenvolvidos pelas Equipes de Saúde da Família.
Para desenvolver o trabalho na saúde pública foram requisitados 13 profissionais de nível superior:


1. Fonoaudiólogo
2. Psicólogo
3. Terapeuta Ocupacional
4. Nutricionista
5. Farmacêutico
6. Assistente Social
7. Educador Físico
8. Fisioterapeuta
9. Médicos das seguintes especialidades: Acupuntura;
10. Ginecologia;
11. Homeopatia;
12. Pediatria;
13. Psiquiatria.


De acordo com a portaria 154 do Ministério da Saúde, o Nasf terá duas modalidades de núcleo a serem inseridas, sendo que o fonoaudiólogo será beneficiado por poder atuar em ambas.


A primeira, Nasf 1, exige que seja composta por cinco profissionais de diferentes áreas de atuação no qual um núcleo não poderá ser composto por dois profissionais da mesma área, por exemplo: 02 fonoaudiólogos, 02 assistentes sociais, e devem estar vinculados no mínimo a 08 e no máximo a 20 equipes da família.


A segunda, Nasf 2, deverá ser composta por no mínimo 03 profissionais de áreas não coincidentes e estar vinculados à pelo menos três equipes de Saúde da Família. Vale ressaltar que se trata de uma conquista extremamente significativa para os fonoaudiólogos, em especial tornando-se presente em todos os segmentos de saúde, independente do grau de complexidade, bem como o reconhecimento desse profissional na saúde pública.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Acompanhamento e desenvolvimento da linguagem do bebê

Desde a vida intra-uterina, o ser humano já possui um aparato auditivo. O ideal é que os pais iniciem uma interação desde a gestação através de músicas e, até mesmo, do carinho na barriga da mãe.

Segundo estudiosos, foram realizadas experiências nas quais constatavam que o bebê ao ouvir a voz da mãe e as músicas que eram tocadas durante a gestação sugava a chupeta com maior força.

A voz da mãe funciona como uma espécie de boas vindas logo após o nascimento, fazendo com que o bebê se sinta mais confortável e tranqüilo.

Sabe-se que a linguagem é tida como um todo, porém, para que se possa compreender seu processo de aquisição é fundamental que se analise o aspecto motor que é representado pelos movimentos do aparelho fonador, nesse caso denominado de fala.

O desenvolvimento da fala se inicia com o grito no momento do nascimento, nesse instante o oxigênio entra pelos pulmões do recém-nascido, expandindo-se, trazendo uma sensação desagradável. Os gritos são os primeiros sons emitidos pelo recém-nascido. À partir de duas ou três semanas o choro passa a se diferenciar, dependendo do tipo de estímulo que a criança estará exposta. Nesse momento a mãe começa a diferenciar as causas do choro (fome, dor, etc.).

O desenvolvimento muscular dos órgãos da articulação (face, lábios, língua, palato e faringe) ocorre através dos reflexos de sucção, mordida, deglutição, mastigação.

É fundamental estimular a criança de forma auditiva e afetiva para que se tenha um desenvolvimento da linguagem dentro dos padrões da normalidade.
Curiosidades do desenvolvimento lingüístico:
● Animismo: a criança dá vida a todas as coisas, em especial aos seus brinquedos, em seguida passa a perceber que somente os animais e os homens possuem vida.
● Finalismo: tudo deve ter um fim específico, uma utilização concreta. Ex: a galinha existe para nos fornecer ovos.
● Pensamento Mágico: A criança desenvolve rituais e superstições. Ela acredita que seus pensamentos podem influenciar o seu meio.

Por Elen Cristine M. Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

domingo, 16 de agosto de 2009

Curiosidades na Fonoaudiologia

Dentro da fonoaudiologia existem diversas áreas de especialização são as seguintes: Audiologia; Linguagem; Fala; Voz Laríngea e Voz Esofágica.

O mercado de trabalho é bastante complexo, podendo atuar em: Clínicas; Hospitais, Escolas; Empresas; Creches e outros.

A atuação fonoaudiológica pode ser desenvolvida de forma individual ou coletiva, lembrando que depende bastante da problemática que será trabalhada, condições socioculturais e ambientais do paciente e sua família, pacientes com idades aproximadas e o problema apresentado seja similar.
O fonoaudiólogo necessita, em grande parte, da ajuda do paciente no sentido de freqüência e ambiente adequado.

Muitos indivíduos pensam que existe uma idade limite para obter resultados relevantes na estimulação fonoaudiológica, mas não há um limite pré-estabelecido. O ideal é que haja intervenção fonoaudiológica após o surgimento do distúrbio.

Por Elen Cristine
Graduada em Fonoaudiologa e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

A importância da comunicação


A fonoaudiologia é uma área da ciência que tem como meta estudar e pesquisar técnicas e métodos de prevenção e terapia fonoaudiológica, que são desenvolvidas na comunicação oral e escrita, voz, audição e psicomotricidade.
O termo Logopedia foi utilizado por certo período, quando o curso não era reconhecido pelas faculdades e não havia regulamentação profissional. Era um termo defendido por um grupo de profissionais que atuavam na área das patologias da comunicação humana. Após muitas mobilizações por parte dos profissionais o nome escolhido foi Fonoaudiologia.
O curso de Fonoaudiologia explora matérias nas áreas de saúde, educação, psicologia, lingüística, física acústica e pedagogia, além de estar voltada para o estudo específico das patologias de comunicação humana, visto que é considerada a área de maior estudo do fonoaudiólogo.
Ressalta-se que o fonoaudiólogo é um profissional de formação superior e graduação plena. Muitas pessoas pensam que se refere a um professor especializado, o que não é verdade, pois trata-se de um terapeuta, visto que não são abordados somente os aspectos psicopedagógicos mas uma série de dinâmicas e estratégias para alcançar metas que são vivenciadas na prática da terapia fonoaudiólogica.
Compete ao fonoaudiólogo fazer diagnóstico, porém, é de extrema importância ter o bom senso de encaminhar o paciente, quando necessário, para as diferentes áreas médicas e paramédicas, para que as diversas possibilidades que podem interferir na problemática apresentada pelo paciente sejam concluídas.


Por Elen Cristine Caiado
Graduada em Fonoaudiologia
Equipe Brasil Escola

Avaliação da audição em bebês


Tão importante quanto o teste do pezinho (detecção neonatal de Fenilcetonúria-PKU), a triagem auditiva neonatal universal deveria fazer parte da rotina de todas as maternidades, pois a detecção precoce da deficiência auditiva ainda é a melhor maneira de garantirmos à criança com deficiência auditiva a oportunidade de ter uma linguagem verbal mais próxima da normalidade.
Com a detecção da deficiência auditiva após o segundo ano de vida, a criança perde, por causa de seu mundo silencioso, a fase mais importante da aquisição de linguagem e provavelmente terá dificuldades não só para se comunicar, mas também de inter-relacionamentos, já que vive num mundo de ouvintes.
Com base nos inúmeros benefícios do diagnóstico precoce da deficiência auditiva infantil, as Academias Americanas de Audiologia, Otorrinolaringologia e Pediatria reunidas no JOINT COMMITTEE ON INFANT HEARING recomendam a triagem auditiva neonatal universal por meio de Emissões Otoacústicas desde 1994.
O registro das Emissões Otoacústicas (EOAS) é o mais novo método para a detecção de alterações auditivas de origem coclear. Ao contrário da triagem auditiva comportamental (em que o examinador depende da resposta da criança), o método é objetivo, rápido, não invasivo e pode ser realizado em qualquer faixa etária, ressaltando-se sua aplicação em recém-nascidos.
"As emissões otoacústicas foram primeiramente observadas pelo inglês David Kemp, em 1978, o qual as definiu como liberação de energia sonora originada na cóclea, que se propaga pela orelha média, até alcançar o conduto auditivo externo (Kemp et al.,1986). Ele pôde demonstrar que as EOAS estão presentes em todos os ouvidos funcionalmente normais e que deixam de ser detectadas quando os limiares tonais estiverem acima de 20-30 dB.
O recente descobrimento dos EOAs contribuiu substancialmente para a formação de novo conceito sobre a função da cóclea, mostrando que esta não é só capaz de receber sons, mas também de produzir energia acústica (Probst, 1990)." (1)
Baseados nesses conhecimentos, a equipe de neonatologia de um Hospital Público de Santos (Maternidade Dr. Silvério Fontes), atenta a necessidade de garantir aos recém-nascidos não só condições clínicas adequadas mas também melhor qualidade de vida, implantou um programa de triagem auditiva neonatal por meio de Emissões Otoacústicas para avaliar audição de todos os bebês nascidos na maternidade.
O objetivo principal com a implantação do programa é identificar precocemente a deficiência auditiva para que as dificuldades possam ser minimizadas ou até eliminadas. Para isso, a equipe conta com serviços de Fonoaudiologia, Pediatria e Psicologia, que de acordo com a necessidade farão o encaminhamento a outros profissionais da rede de saúde visando o tratamento médico (com otorrinolaringologista) e terapia fonoaudiológica o mais breve possível.
Segundo o Joint Committee, citado anteriormente, os indicadores de risco para deficiência auditiva são os seguintes:
1. Apgar de 0-4 no 1º minuto ou 0-6 no 5º minuto;
2. História familiar de deficiência auditiva neuro-sensorial hereditária na infância;
3. Ventilação mecânica por 5 dias ou mais;
4. Infecções congênitas, tais como, citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes e toxoplasmose;
5. Peso no nascimento inferior a 1500g;
6. Meningite bacteriana;
7. Características de síndromes que possam incluir perdas auditivas condutivas ou neuro-sensoriais;
8. Hiperbilirrubinemia em um nível que indique exsanguíneo transfusão;
9. Anomalias crânio-faciais, incluindo aquelas com anormalidades morfológicas do pavilhão auricular e do canal auditivo;
10. Medicações ototóxicas, incluindo mas não se limitando aos aminoglicosídeos, quando utilizados em múltiplas doses ou em combinação com diuréticos.
Lembramos que segundo o Joint Committee, em aproximadamente 50% dos casos de deficiência auditiva a causa não é conhecida, motivo pelo qual a triagem auditiva deve ser universal (realizada em todos os recém-nascidos

Por Tania A. Lopes Cardoso
Fonoaudióloga

Clarice Lispector

"Mas nem sempre é necessário tornar-se forte.
Temos que respeitar nossas fraquezas.
Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza
legítima à qual temos direito.
Elas correm devagar e quando passam pelos
lábios sente-se aquele gosto pouco salgado,
produto de nossa DOR mais profunda”

Amamentação


A fonoaudiologia atuando diretamente nesta área


O leite da mãe é um alimento completo, composto por proteínas, gorduras, carboidratos e células, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento do bebê. Protege contra infecções intestinais, respiratórias, urinárias, otites, alergias alimentares e câncer. Além disso, independe da renda familiar, pois não custa nada.
O aleitamento materno estimula o desenvolvimento neuro-psicomotor e social, assim como desenvolve a estrutura facial e suas funções: mastigação, fala, alinhamento dos dentes e respiração.
A comunicação é de suma importância para os seres humanos. A fala é o modo mais freqüente na comunicação, mas para que ela ocorra os músculos envolvidos devem estar adequados. Quem se encarrega de preparar esses músculos para a fala é a amamentação materna, pois através da sucção, há um desenvolvimento muscular necessário para uma boa articulação. Portanto, a amamentação é um dos fatores responsáveis pela comunicação oral.
Uma vez que o fonoaudiólogo estuda os distúrbios da comunicação humana e as funções de sucção, deglutição, mastigação e respiração, atuando diretamente, diagnosticando e intervindo nas desordens dessas funções, é de fundamental importância sua atuação direta em programas de incentivo e assistência ao aleitamento materno, detectando e corrigindo erros de pega e sucção.
Uma pega incorreta da mama pelo bebê, ou uma sucção inadequada, podem levar a um desmame precoce.
Os benefícios da amamentação ainda são pouco divulgados, tanto quanto a importância desta como prevenção das alterações das funções de sucção, deglutição e respiração e conseqüentemente de patologias da comunicação, como por exemplo, a prevenção de distúrbios articulatórios, retardos de fala, otites médias crônicas, disfunção da mastigação, deglutição e respiração, instalação de hábitos orais inadequados (sucção de dedo, de língua, roer unha, etc...) e até alteração do crescimento facial e oclusão dentária.
DICAS PARA O SUCESSO NA AMAMENTAÇÃO
Pega da mama pelo bebê:• O queixo do bebê toca a mama;
• Boca bem aberta;
• Lábio inferior virado para fora;
• Bochechas arredondadas ou achatadas contra a mama;
• Vê-se pouca aréola;
• Vê-se mais aréola acima da boca do bebê do que abaixo dela;
• Durante a mamada, a mama parece arredondada;
• Sucções lentas e profundas: o bebê suga, dá uma pausa e suga novamente;
• A mãe pode ouvir o bebê deglutindo (engolindo).
Posicionamento:• O corpo do bebê próximo ao da mãe;
• Corpo e cabeça do bebê alinhados;
• Queixo do bebê tocando o peito;
• Nádegas do bebê apoiadas;
• A mãe deve segurar o bebê no colo com firmeza.
Existem várias posições para amamentar, o importante é que a posição seja a mais confortável para a mãe e para o bebê. Procure um ambiente tranqüilo para amamentar e aproveite este momento para conversar com seu bebê e toca-lo. Ele já é capaz de sentir e entender todo esse amor e carinho.
Aleitar é preciso...


Por Cláudia Pietrobon

Importância da Respiração Nasal

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